quarta-feira, 5 de setembro de 2012

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Saudando a Saudade

Saudade de quem vai,
de quem fica,
de quem ficou de vim,
de quem as vezes não vem mais,
ou de quem ficou pra trás

Saudade dos cheiros,
dos sabores,
dos calores,
dos sorrisos,
dos ruídos,
dos sentidos e vividos.

Saudade tão falada,
tão sentida,
tão doída,
do Drummond,
do Amado,
da Maria.

Tantos tempos

Tem pó no tempo,
Tem pé no tempo,
Tem pá no tempo.

Tem pó pra sujar,
Tem pé pra marcar,
Tem pá pra limpar.

Tem tempo marcado,
Tem marcas do tempo,
Tem tempo pequeno,
Tem tempo que é tanto tempo
E eu vivo a perguntar...
Quanto tempo é meu?
Quanto tempo desse tempo me sobra?
Por que o tempo é mudo?
Ele passa...
Eu sinto...
E as vezes não percebo.
Me perdo,
Me acho,
Mas não acho o tempo.
Quem é que tá no tempo?
No meu tempo?

Lado direito do AVESSO.



Tem muita vida aqui fora
E eu lá dentro.
Tem muito de fora aqui dentro
E eu lá fora.

Será que devo ferir a gramática
E entrar pra dentro
E sair pra fora.
Ou devo apenas...
Ser de dentro pra fora
E de fora pra dentro?!

O que me resta aqui dentro
É ver que aqui fora
É muitas vezes o refúgio de dentro.
E o dentro, as vezes, é inconsolavelmente,
O abrigo de tudo aqui fora.

O cotidiano VIVO



Tanta casa,
Tanta gente,
Tanto suor,
Tanto sol,
Tantos olhares,
Tantos sorrisos,
Tantas conversas,
Tantas histórias,
Tantas vidas entrelaçadas!

As folhas balançam,
O vento sopra,
Elas vão e vem.
Esse é movi-mento,
O mover da vida!

É tanta vida para viver!
É tanta vida no viver!
Eu vivo no cotidiano vivo!

Minha epifania

Um amor acabou
Eu me senti intensa
Eu me vi por completo,
Agora eu entendo.

Todo dia uma pequena epifania.
Todo dia uma nova pessoa.
Todo dia uma MUN (DANÇA),
Uma dança no mundo,
Um mundo na dança.

Eu vi- vendo
E vendo vi.
Vi a palavra,
Vi a imagem,
Vi você,
Vi o outro,
Me vi,
Me vi no outro
e nele me reconheci.

E assim fui sentindo,
Fui percebendo,
Fui me fazendo,
Fui construindo
Ou des(construindo)...
na epifania da vida!

Faltando no tempo



O tempo diz: é hora de...
E eu respondo ao tempo: PRE-SENTE!
Os ponteiros acusam.
Um, dois, três...faltam dez para...
Falta cinco, doze e cinco.

Sobra tempo?
Falta TEMPO.
Será mesmo que nos falta tempo?
O tempo sempre falta,
Eu posso faltar no tempo?
A chamada do tempo  identifica,
Aponta ponteiro.
Desaponto o ponteiro e falto.

Perdo tempo sim...
Só não posso é ser controlada pelo tempo e perder tempo
buscando tempo.
Quem disse que perder tempo é desencontrar do tempo?
Perder tempo é se encontrar com esse tempo buscado.
Esse tempo é o PRESENTE!